A COPA PASSA. O FUTURO FICA.

Em 1930 foi realizada a primeira Copa do Mundo de Futebol, no Uruguai. Desde então, a cada quatro anos, bilhões de pessoas voltam sua atenção para o mesmo espetáculo esportivo.

A Seleção Brasileira chega a uma Copa acompanhada por uma delegação de aproximadamente cem profissionais. Jogadores, treinadores, médicos, fisioterapeutas, analistas, comunicadores, seguranças, administradores e dezenas de especialistas trabalham em conjunto para representar um país inteiro.

Nenhum brasileiro considera exagerado mobilizar uma equipe dessa dimensão para disputar um campeonato de poucas semanas.

Pelo contrário.

Entendemos que grandes resultados exigem organização, planejamento, investimento e pessoas qualificadas.

Entretanto, quando o assunto é construir o futuro permanente da população afro-brasileira, muitos acreditam que isso acontecerá espontaneamente, sem estrutura, sem recursos e sem compromisso coletivo.

Essa é a grande contradição.

Durante uma Copa do Mundo, milhões de brasileiros compram camisetas, bandeiras, alimentos, bebidas, televisores, pacotes de internet, combustíveis e inúmeros produtos relacionados ao evento. Empresas reorganizam suas atividades. Pessoas alteram horários de trabalho. O comércio muda sua rotina. A economia inteira gira em torno de um acontecimento que terminará em poucas semanas.

Ninguém pergunta se vale a pena gastar.

Porque todos entendem o valor do espetáculo.

Agora façamos uma pergunta diferente.

Quanto vale construir um sistema educacional próprio?

Quanto vale formar lideranças?

Quanto vale produzir conhecimento?

Quanto vale fortalecer empresas negras?

Quanto vale preparar nossos filhos e netos para viverem em melhores condições do que nós?

A CONEBRAS não pede que cada pessoa financie bilhões de reais.

Não pedimos que você venda seu carro, que deixe de viajar ou que pare de viver.

Pedimos apenas R$ 20,00 por mês.

Vinte reais não compram um ingresso de estádio, uma camisa oficial ou um pacote de internet para assistir aos jogos. Mas, quando milhares de pessoas assumem esse compromisso, esses mesmos vinte reais deixam de ser uma despesa individual e tornam-se capital coletivo.

É exatamente assim que grandes organizações são construídas.

Não existe organização forte sem recursos permanentes. Não existe independência sem financiamento próprio. Não existe planejamento de longo prazo sustentado apenas pela boa vontade.

Desde a primeira Copa do Mundo, em 1930, quase um século se passou.

Quantas gerações nasceram?

Quantas morreram?

Quantas reivindicações continuam exatamente as mesmas?

A cada quatro anos renovamos nossa esperança em um título mundial.

Mas quantas vezes renovamos o compromisso de construir nosso próprio futuro?

Essa é a diferença entre emoção e estratégia.

A Copa termina.

O campeão levanta uma taça.

As luzes se apagam.

A vida continua.

Já a construção de uma organização nacional sólida produz resultados que permanecem por décadas e beneficiam gerações inteiras.

O PEC – Plano Estratégico CONEBRAS parte justamente desse princípio.

Em vez de esperar que outros financiem o nosso futuro, assumimos a responsabilidade de construí-lo.

Cada contribuição mensal representa um tijolo. Cada associado representa um investidor social. Cada apoiador torna-se parte da equipe que constrói aquilo que nenhuma Copa do Mundo poderá entregar: autonomia, organização, educação, patrimônio institucional e capacidade permanente de transformação.

O futebol inspira.

A CONEBRAS constrói.

A Copa passa.

O futuro fica.

E esse futuro depende, antes de tudo, de nós.

Nós por Nós Mesmos, sem depender de ninguém.

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